segunda-feira, 24 de maio de 2010

Telhados

Quando olho a minha volta: vejo telhados,
de várias cores, formas, furos, destinações...
Esporadicamente, numa brecha entre um telhado e outro,
consigo enxergar um pouco de verde da copa de árvores.

O verde tornou-se tão raro, acho que estou me tornando daltônico.
Cabe pensar se o outono é a estação certa pra ter a certeza,
mas, o que eu vejo me parece esmagado pelo cinza;
- Tem vezes que já nem sei onde começa o céu.

Só sei que não sou hipócrita.
Não sou ecologista.
Nem sou um visionário que acredita em efeitos de duzentos anos atrás.
Os defeitos acontecem agora; a História só os justifica.

Sou alguém que apenas gosta mais de verde, azul e preto...
cores que os parabólicos não refletem.
E as árvores: grotescas na minha visão fraca,
fazem por menos o mal de serem pouco apreciadas como eram na infância.

A.A>

3 comentários:

  1. amor, só não esquece que o seu telhado pode ser o chão de alguém. rss.
    te amo.

    beijos, todos.

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  2. Alan, saudações!

    Não pude deixar de ler este pensamento seu chamado "Telhados" uma poesia reflexiva. Só tenho a dizer que com esta sua "artimanha" que é "tamanha", "relaciona", e deixa-nos "fan" de suas frases expressivas e grandiosas como as montanhas. Ainda sim se vejo o verde, vanglorio com vontade, vossa vigorosa vontade de ver o verde em vasto arvório como vi a vida vespertina e vislumbrante, que você viu e vingou "poetizando" de cima de "Telhados" Utópicos.

    Grande Alan, pensador, poeta, "atleta", mas além de tudo diz frases "completas"...

    Um Brinde com vinho de vines e não com domec de folhas,sementes e caules...

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