sexta-feira, 12 de maio de 2017

Niihil

A vida não vai se repetir
Se repetir não será vida
Que deveria ter sido verdadeiramente concebida
Não passará de uma brincadeira de mau gosto
Na hora errada
De lugar nenhum
Coisa alguma
De ninguém

A vida é sua?
Foi você quem escolheu ser o que quer que seja?
Cheio de coisas, contas, cansaços e casacos
Amenizando o vazio
Fazendo a mesma coisa
Todo o tempo
Todos os dias
Acreditando na eternidade (?).


-Se deus tiver boca ele ri!

A.A>

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Melancholia (Mélaskholè)

Você não sente nada?
Como se cada gota de prazer tivesse sido drenada de sua vida
Amanhãs como sinônimos de desesperos
Ou qualquer outra coisa inútil                                                                                           
De repente você se vê recluso
Quase como que satisfeito por não servir a nada
Mesmo que batam à sua janela
Exigindo satisfações sobre o que deixou de fazer
Para não fazer
Enquanto poderia ter feito
Faz com a imaginação
Sem força de vontade
Abominando a realidade que cai em volta
Você acaba culpando o ranger das portas da casa?
Procurando antipissicóticos e desculpas cada vez mais fortes
Muitas vezes sem nem mesmo saber ao certo se é noite ou dia
Se faz chuva ou tem sol
Você sente um terrível frio que ataca os ossos?
Praticamente só de pensar em ser por ser
Mais um
Cansado de promessas
Cheio de dívidas
Sem dúvidas
Você é daqueles que se esguia da raiva e se entrega à melancolia?
Esperando que alguém lhe diga logo
A hora da morte
Sendo que ela já aconteceu
Agora mesmo.



 A.A>

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

De qualquer título inédito

Supondo o amor como sentimento...
Não é difícil amar!
Complicado é encontrar o sentido,
Tornar essa condição verbo
E limitar esse eu verbal a um só outro.

Por isso o amor é uma sentença mesquinha,
O egoísmo do outro.
Ou de outros - em poliamores.
E, de fato, amar não é nada disso...
Quem sabe não seja nem mesmo
Um modo de vida dos antigos gregos.

Talvez
Fosse somente a condenação
De alguma civilização perdida...
Altruísmo para perder-se.


A.A>

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Infiel

No instante em que as estrelas dormem
sou ingrato à rotina
pensante de pêsames
e amante da ilusão ideal

Um quase crente de subjetividade
tão certo de personalidade cética
Na duvida do que faço eu procuro a certeza

Fiel ao que o dizem ser, enquanto sou.

A.A>

quarta-feira, 23 de abril de 2014

NotreDame

Se o mundo gira
me envolvo
Tanto quanto possível
o melhor que se deve fazer é o mínimo

quando não se quer fazer a diferença e parecer um bobo.


A.A>