terça-feira, 24 de novembro de 2009

Decadência

Essência de época, aguçada pela angústia
Jurisprudência cética, justiça nada justa
Parnasianismo desmembrado, perfeito Estado antagônico
É eloqüente o hino dos tradicionais modernos

Nessa via-crúcis cotidiana
Acordamos ancorados em problemas
Sem tempo e fazendo contas
A todo instante estamos distantes de um agora
Pensando no amanhã
Vestindo a moda démodé
Cultuando corpos, desmerecendo sentimentos...

Nós somos anacrônicos!
Evoluímos à custa da necessidade de pairarmos acompanhados,
E deixa que o inferno seja para os pecadores,
Queixa que quem crê será perdoado,
Enquanto demônios riem a toa.

De razoável percepção castradora
Nossos pedaços estão no chão
E não há remorso algum em ser livre
Apenas certo sentido em comemorar tantos erros.

Vamos copular mais um natal,
Feriados e jejuns
E deixa que as nuvens brancas só combinem com sabedoria,
Aqui no inferno, vale mais a ousadia.

domingo, 22 de novembro de 2009

"A fiel maneira de se desencontrar é se juntando À multidão"

N.

sábado, 21 de novembro de 2009

A modernidade faz mal aos olhos de quem só vê o passado.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Jogador a mais

Sou um membro positivo da sociedade hipócrita
Estou sentando com a esperança nas costas
Crendo razoavelmente em minha virtude espiritual
Acariciando carneiros decepados, em meio a sonhos e insônias
Ocasionalmente condicionado a rotinas comuns
Incondicionalmente desamparado por meus pais
Iludida a mente e extirpado pela força dos governantes de meu país

Eu surto baixo meu ateísmo individualista banal
Eu oro exausto enquanto mais uma lágrima corre
Tapando o último Best seller com uma edição do dicionário
Eu me deito, me levanto...
Meu deleite não é santo!

Mesmo que eu faça fumaça com dinheiro,
E,
Mesmo que em um ataque de mártir engula até a garrafa
Só estou tomando e baforando o desespero...

Mostrando as cartas da mão
O azar e a pouca sorte que tenho
Perdendo alguns royalties para um crupier hipócrita
Eu saio chutado pela porta dos fundos

Como qualquer um,
Irrelevante a minoria que prospera,
Sou a maioria!
Mais um vegetal a ser apreciado em plena época de colheita.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Fruto

Há perigo no andar distraído
Sem fé, sem medo ou iludido
O mundo reclama a atenção em seus vértices opacos
Enquanto moribundos proclamam tais vazios

Há cansaço na rotina
Sem tempo, sem dinheiro ou chateado
O capital clama a desilusão em todos os centavos
Enquanto o jovem sem alma sente-se senil

Paradigma perfeito!
Modelo emagrecido e aclamado,
Velório antecipado,
Algo antes não pensado,
Eleito tal Juízo atrofiado,
Empobrecido o sensacional!

Estamos coadjuvando a mais curta metragem
Sem ensaios, sem rolos ou falas
Passível de erros e de desmaios
Acreditando no final,
Feliz.
(Sem improvisação)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Último suspiro

O auto-retrato
Um ateu com cara de anjo
EU mesmo dentro de um filme.
A grande verdade sobre o mundo: a mentira.

***

Intimidade mata
É como se por açúcar demais no café.
Respeitar um prego no alto do céu
No mais variável alto nível de distorção

O alfabeto anda torto
Acreditando em sonhos
Fazendo fumaça pra espantar as moscas
Rindo a toa da intolerância da justiça poética

São miúdos espaços nas burocracias
Balizas servem pra quê mesmo?
O céu cinza parece alertar mais do que a simples chuva
O vento nasce transtornado ou se manifesta assim?

Tem gente que crê em luz, em túneis, roupas brancas e secas
Vagões de trens e trapos caros existem
Ironia pensar em não acreditar em nada
Ceticismo achar que tudo é uma barganha sem preço

Prestações e multidões empilhadas – isso que o retrato mostra
Mas, a gente pode ter olhado pro lado errado?
De todas as partes, sobrevive o anônimo.
A assinatura digital iludida.

O primeiro passo para a liberdade da condição humana é a autodestruição.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

infelizmente
a mente
e,
feliz a mente
demente
pensando.