sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Senhora Clemência

Procurando tais linhas em branco
Às vezes retratado como antagonista
Que vive à custa de entender o que o outro faz;
E que não se importa com o futuro,
‘Ele vive chateado’, em seu próprio bolso
‘Ele pensa ser iluminado’, mas vive em um quarto escuro
Só que não é bem assim Senhora Clemência.

Todos estes sentimentos infortúnios: são irracionais.
Até mesmo a mais bela flor murcha em determinada estação,
Os camarões torrão no verão e desfilam pelas praias.
E continuamos a girar incompreendidos em volta das cabeças uns dos outros.

E os poetas vivem no limbo,
Arrefecendo a terra e aquecendo os infernos pessoais
Alguns menos sábios, entre esses humanistas
Vez em quando pregam a igualdade nesse tempo de diferença banal
E é bem assim Senhora Clemência.

Essa é a maneira que os estereótipos encontraram para parecerem justos
O cais livre de piratas e um céu azul
Fingindo que essa narrativa não tem fim
Sendo que toda articulação se desgasta

A hipocrisia que nos abate em diversos tons de cinza
Espera com litros de bebidas caras nas mãos,
Inaugurando cordéis de derrotas.
É mais ou menos assim Senhora Clemência
O mundo é menos do que eu disse e apenas mais do que virá.

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