terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O fim

O mais lento, o mais leve e solucionável
O enjôo, o stress e o questionável,
São variáveis notas subliminares escaldantes e diatônicas;
Pois o fim, em sua maioria, não é lamentado,
Apenas um dos fins quando chega é invisível,
Se o fim é o novo começo de volta metafísico,
Outrora doce ou apenas razoável,
O fim é a única solução banal.

Os finais nascem de meios,
Acalantos, etapas e tapas
Sangue, suor, lamentos, tormentos e perspectivas;
É no fim que o cigarro tem gosto,
É com o fim que a culpa é banida,
Apesar de começos trazerem raros desgostos,
Depois de projeto feito repensamos o esboço.

Parece injusto,
Mas não existem mártires vivendo.
Só assim o escrúpulo é cabível de sofrimento.
Tortuosas são as estrofes finais,
Pois o fim não está para ser descrito
Os fins são apócrifos que começam agora.

O final do mês, do ano ou de uma vida
É injusto quando somente terminado,
E quando não muito bem aproveitado;
Pois o fim é inútil,
Não é múltiplo de nada.
O passado excede de falência em sua existência,
Enquanto o futuro flutua feito um fantasma.

O fim apenas nasce
E continua a morrer todos os dias,
Calcado na meia-noite inventada;
Às vezes o rastro é de alegria;
(mas para haver o certo se criou o errado)
É também sorrateiro e injusto para alguns que não merecem
Pelas tramas que crescem e encolhem,
Misericórdia e arrependimento;
Pois o fim:
Inventou a desculpa mais sincera para recomeçar,
Ou desistir.

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