terça-feira, 10 de novembro de 2009

Último suspiro

O auto-retrato
Um ateu com cara de anjo
EU mesmo dentro de um filme.
A grande verdade sobre o mundo: a mentira.

***

Intimidade mata
É como se por açúcar demais no café.
Respeitar um prego no alto do céu
No mais variável alto nível de distorção

O alfabeto anda torto
Acreditando em sonhos
Fazendo fumaça pra espantar as moscas
Rindo a toa da intolerância da justiça poética

São miúdos espaços nas burocracias
Balizas servem pra quê mesmo?
O céu cinza parece alertar mais do que a simples chuva
O vento nasce transtornado ou se manifesta assim?

Tem gente que crê em luz, em túneis, roupas brancas e secas
Vagões de trens e trapos caros existem
Ironia pensar em não acreditar em nada
Ceticismo achar que tudo é uma barganha sem preço

Prestações e multidões empilhadas – isso que o retrato mostra
Mas, a gente pode ter olhado pro lado errado?
De todas as partes, sobrevive o anônimo.
A assinatura digital iludida.

O primeiro passo para a liberdade da condição humana é a autodestruição.

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