sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bruxos do séc. XXI


Achei interessante uma reportagem que li na internet, retirada de uma revista "Isto é" (se não me engano). Em síntese, a reportagem tratava sobre o livre comércio de drogas que ocorre na internet, através de um site norte americano e outro holandês.
O que vem ao caso discutir, não é se isso é ou deixa de ser um subsídio para o uso de drogas, mas o próprio uso das drogas.
Pessoalmente, posso relatar que uso algumas drogas; tomo Lithium e Lamitor® para o controle do humor bipolar. Também tomo benzodiazepínicos, como o Apraz® para o controle de ansiedade exacerbada e, exporadicamente, Ritalina® (chamada de 'Smart Drugs' - drogas da inteligência) para tratar estados de depressão (já que anti-depressívos não me surtem efeito) e melhorar um pouco o pequeno grau de dislexia e Deficit de atenção que tenho.
Com efeito, as patologias são tratadas (segundo os especialistas) em cadeia de menor e maior afetibilidade pessoal e social - sendo assim, ignoro essa relevância e tomo apenas o estimulante e o calmante.
Apesar de eu estar me referindo a drogas licítas, é interessante pensar que o uso de 'drogas' (considerando que drogas são substâncias muitas vezes extraídas de plantas e depois sintetizadas em laboratório), que durante o período da Idade Média e Moderna, os usuários de 'substâncias transcendentes', também eram repreendidos, com outras formas lógicamente. Portanto, o que se identifica, ainda que de uma maneira infundada ou teorizada apenas numa visão própria, é que o consumo de diversos tipos de drogas apenas se burocratizou, ou seja, agora a pena é outra; mas a visão de usuário outsider e junkier pode muito bem ser comparada a de um bruxo do século XXI - se esquecermos os imaginários fantasmagóricos que giram em torno de um ser bruxo(a).

"A liberdade não existe, assim como o poder ser livre é um fardo pesado a se carregar".
"Qualquer ato depende da vontade muito mais do que da necessidade"

P.S.: Talvez um ermitão (em qualquer tempo histórico) saiba mais sobre a liberdade do que ROUSSEAU um dia soube.

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